Raiz SoloRaiz Solo Abrir o app
InícioBlog › Adubação de soja

Adubação de soja: fósforo e potássio na medida certa

Fertilidade · leitura de ~6 min

A soja responde forte a fósforo e potássio — mas só depois que o solo está corrigido. Adubar bem é equilibrar o que a planta exporta com o que o solo já oferece.

Antes de tudo: adubação vem depois da correção do solo. Em solo ácido, o adubo rende pouco porque a raiz não funciona. Com o solo corrigido, aí sim o fósforo (P) e o potássio (K) viram produtividade.

Quanto a soja exporta

Cada tonelada de grão de soja "leva embora" do talhão, em média, cerca de 14–15 kg de P₂O₅ e 20 kg de K₂O. Numa lavoura de 60 sacas (3,6 t/ha), isso é aproximadamente 50 kg de P₂O₅ e 70 kg de K₂O só na exportação dos grãos. Esse é o piso que você precisa repor para não empobrecer o solo.

Construção x manutenção

É aqui que a taxa variável brilha: dentro do mesmo talhão há partes em construção e partes em manutenção. Tratar tudo igual desperdiça nos dois lados.

Fósforo: onde colocar importa

O fósforo é pouco móvel no solo — ele praticamente fica onde cai. Por isso costuma ser colocado no sulco de plantio, perto da raiz. E lembre: o número de P no laudo depende do método (Mehlich, resina) e do tipo de solo, então a interpretação tem que casar com isso.

Potássio: cuidado com o sal

O potássio é mais móvel e pode ser aplicado a lanço, em área total. O cuidado é com a salinidade perto da semente: doses altas de KCl no sulco, junto da semente, podem prejudicar a germinação. Doses maiores vão melhor a lanço ou divididas.

Não esqueça o enxofre e os micros

Além de N (que a soja fixa via inoculação), fique de olho em enxofre e nos micronutrientes — em especial molibdênio, cobalto, zinco e boro, que em deficiência seguram a produtividade mesmo com P e K em dia.

Planeje a adubação ponto a ponto.
O Raiz Solo lê seu laudo, classifica P e K em cada ponto e calcula a dose — convertendo unidades e método para você não errar na comparação.

Abrir o Raiz Solo