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Amostragem de solo: como coletar certo para um bom laudo

Análise de solo · leitura de ~6 min

O laudo só vale o que a coleta valeu. Uma amostragem malfeita gera um laudo bonito, mas mentiroso — e uma recomendação errada em cima dele. Aqui está como fazer certo.

A amostragem de solo é o momento mais subestimado de toda a análise. O laboratório analisa só o punhado que chega até ele; se aquele punhado não representa o talhão, todo o resto desanda. Vale a regra clássica: entra lixo, sai lixo.

1. Separe a área em partes parecidas

Antes de sair coletando, divida a área em glebas homogêneas — pedaços que se parecem em cor de solo, relevo, histórico e produtividade. Cada gleba vira uma amostra. Misturar um topo de morro com uma baixada na mesma amostra "borra" o resultado dos dois.

2. Cada amostra é uma mistura de vários furos

Uma amostra não é um furo só. Para representar a gleba, colete de 15 a 20 sub-amostras caminhando em ziguezague, junte tudo num balde limpo, misture bem e tire dali a amostra composta (uns 300–500 g) que vai pro laboratório.

Por quê 15–20 furos? O solo varia muito a cada metro. Um furo isolado pode cair num ponto rico ou pobre por acaso. A média de vários furos é o que dá um número confiável.

3. Profundidade: superfície e subsolo

Mantenha a profundidade constante em todos os furos — um trado ou sonda ajuda a padronizar. Furo raso de um lado e fundo do outro distorce a média.

4. Onde NÃO coletar

Fuja dos pontos atípicos, que não representam a lavoura:

5. Quando amostrar

O ideal é com o solo seco ou em ponto de umidade (não encharcado), e com antecedência — pense de 2 a 3 meses antes do plantio, para dar tempo de comprar e aplicar a correção. Faça sempre na mesma época do ano para poder comparar a evolução entre safras.

6. Para agricultura de precisão: georreferencie

Se a ideia é trabalhar com taxa variável, cada amostra precisa ter posição de GPS. Aí, em vez de uma amostra por gleba, usa-se uma grade (por exemplo, uma amostra a cada poucos hectares). É isso que permite, depois, montar o mapa ponto a ponto.

Dica de campo: identifique cada amostra com um número e anote a posição na hora. Laudo sem saber de qual ponto veio não vira mapa.

Coleta georreferenciada sem complicação.
No Raiz Solo você marca os pontos com GPS, gera o roteiro de coleta e depois importa o laudo de cada ponto — direto no mapa.

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